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Moscas: Um problema neste Verão com Chuvas


Os insetos pertencentes à Ordem Díptera, Subordem Brachycera, que são popularmente denominados moscas, têm como principal característica seu aparelho bucal – sugador labial – o qual por ser incapaz de absorver componentes de substratos sólidos, ao encontrar meios nutricionalmente interessantes, despeja uma porção de sua saliva sobre tal superfície, e essa solubiliza o substrato em questão, o qual será sugado pelas moscas. Tudo isso acontece em segundos. Frente a isso, pode-se imaginar o enorme potencial vetorial de microrganismos envolvidos nesse processo, que se soma ao fato de as moscas quase sempre procurarem substratos orgânicos em fermentação para a deposição de seus ovos.

Lixo, animais mortos, néctar de flores, excrementos, vegetais em decomposição ou em fermentação, são apenas alguns poucos exemplos dos diversos materiais que contribuem para a formação de um substrato que pode ser considerado irresistível e vital para as tão comuns e também tão conhecidas moscas. Devido à grande variedade de seus hábitos alimentares, associado a sua maestria no vôo, quase toda a superfície do planeta é colonizada por esses insetos. Seja em regiões de temperaturas altas ou baixas as moscas sabem aproveitar muito bem as oportunidades climáticas mais adequadas para desenvolver todo seu potencial biótico e em algumas vezes em velocidade extraordinária.

Em se tratando da sua biologia, centenas de exemplos poderiam ser citados, mas daremos maior importância a uma espécie, por ser a mais comum e problemática em ambientes urbanos – A Musca domestica.

Uma fêmea de Musca domestica, chega a ovipositar lotes de 20 a 50 ovos agrupados por postura, totalizando de 350 a 900 por ciclo de vida. Um ovo necessita de bastante umidade e se transforma em larva dentro de 8 a 20 horas. Uma larva passa por cerca de três instares durante sete dias, passando a procurar ambientes secos para empupar. Seu ciclo de ovo a adulto é de aproximadamente 7 dias, desenvolvendo em média 10 a 12 gerações por ano. Para se ter uma idéia, se um casal de moscas iniciasse o seu acasalamento e nenhum de seus descendentes morresse, em apenas 4 meses teríamos a impressionante marca de 191 trilhões de indivíduos.

Em consequência do verão chuvoso que estamos tendo em boa parte do país e à grande quantidade de resíduos expostos, esse problema tende a se agravar e por isso separamos algumas sugestões para minimizar as ocorrências de moscas em seu ambiente. Mas, de antemão lembre-se que o uso de inseticidas pode ser interessante, mas definitivamente não é a melhor alternativa.

- Procure eliminar os resíduos orgânicos das áreas adjacentes à edificação;

- Manejo do lixo de forma a que esse seja mantido externamente em caçambas fechadas e de tamanho suficiente para que possa ter seu conteúdo retirado há no máximo 48 horas;

- Cuidado com escorrimento de resíduos líquidos oriundos das caçambas de lixo, principalmente se as condições do piso não forem as melhores. As moscas adoram terra contaminada por resíduos orgânicos em decomposição;

- Lixeiras internas devem ser limpas com frequência e o seu resíduo descartado diretamente na rede de esgoto;

- Evite adubações orgânicas em jardins internos e naqueles próximos às entradas;

- Instalação de molas em portas ou portas vazadas, porém teladas são importantes;

- Telas em janelas também são importantes para proteger áreas de manipulação de alimentos;

- Mantenha os alimentos sempre protegidos, nunca se sabe quando uma mosca o encontrará;

Além das recomendações preventivas descritas acima, podemos citar ainda um método de controle amplamente utilizado no comércio, no varejo e em empresas dos mais diversos seguimentos, que são as armadilhas luminosas. Estes equipamentos, dotados de lâmpadas que emitem luz UV (Ultravioleta), atraem e capturam as moscas através de uma placa adesiva ou a eliminam através de uma descarga elétrica. Caso opte por utilizar as armadilhas com grades eletrocutoras, procure mantê-las a uma distância mínima de 2 metros de qualquer alimento exposto ou superfície que possa entrar em contato direto com alimentos.

Escrito por: Leandro Ferreira –Gerente de Suporte Técnico e Treinamento da Ecolab Pest Elimination.

Caso necessite de ajuda adicional frente a alguma das condições ou visualizações citadas acima, não esqueça de entrar em contato com o profissional da ECOLAB que lhe atende, ou ligue para o 0800 704 1409 - sac.brasil@ecolab.com

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